Resenha Musical | Guelã - Ao Vivo é um registro fiel do trabalho mais maduro de Maria Gadú

Resenha do álbum
Título: Guelã - ao vivo
Artista: Maria Gadú
Ano de Lançamento: 2016
Gravadora: Som livre/Slap
Avaliação: 🌞🌞🌞🌞

Quando Maria Gadú lançou Guelã (Slap/Som livre2015), seu terceiro álbum de estúdio, já na primeira música sabíamos que algo havia mudado - e pra melhor! Pouco mais de um ano depois ela lança o registro ao vivo desse álbum e nos mostra o quanto todo esse amadurecimento não se deu apenas na música, mas sim em tudo o que envolve a cantora que parece mais solta, feliz e realizada.

Músicas como Ela (Maria Gadú2015), Trovoa (Maurício Pereira2007) e Suspiro (Maria Gadú2015) ganharam ainda mais força ao vivo. Assim como no álbum de estúdio, Gadú faz dos instrumentais, parte crucial do projeto, fazendo o som ser algumas vezes mais importante que a letra. A nova versão de Ne me quitte pas (Jacques Brel1959) é uma prova dessa ousadia, em seus sete minutos, a cantora canta quase que acapella apenas com alguns sons acompanhados da bateria e do violino, onde uma bela canção conseguiu ficar ainda mais bela. Altar particular (Maria Gadú2009) e Bela flor (Maria Gadú2009) ficaram ainda mais bonitas nesse registro, sendo elas duas das músicas mais inspiradas do primeiro álbum da cantora, Maria Gadú (Slap/Som Livre, 2009). 

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A verdade é que o álbum é apenas para aqueles que gostam da música crua de Gadú, e aqueles que torceram o nariz para esse belo projeto lá em 2015, deverão torcer também para esse registro. Saindo do óbvio, a cantora já pensa em um novo trabalho - e que seja tão íntimo, verdadeiro e belo como esse último. Voa Gadú!

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