Série | Orphan Black chega na última temporada na hora certa e vai fazer falta!


Texto escrito por Marcos Pitta

Foram quatro temporadas. Quarenta episódios envolvendo tudo que o público necessita em uma série de qualidade. Suspense dos bons, grandes segredos, comédia afinada e sem exagero, drama, ficção e muito, mas muito, mistério. Você deve estar se perguntando que série é essa e, a resposta é: Orphan Black. Criada por Greaeme Manson e John Fawecett, e estrelada maravilhosamente por Tatiana Maslany.
A série tem foco em Sarah Manning, mulher que assume a identidade de outra após ver a mesma se suicidar na estação de um metro. No decorrer da trama, Sarah acaba descobrindo que a mulher que se matou, Elizabeth Childs, era um clone seu. A série ainda levanta questões sobre as implicações éticas e morais da clonagem humana e os efeitos sobre questões de identidade pessoal.
Após quatro temporadas cheias de emoção, o público acompanhou em 10 de junho, o lançamento da quinta e última temporada da saga das clones. Isso mesmo, última temporada. Nesta, especificamente, pode-se esperar muitas emoções, já que a batalha está chegando ao fim. Mas, enquanto esta jornada não acaba, podemos admirar a boa atuação de Tatiana Maslany que interpreta mais de dez personagens, dentre todas, as protagonistas, Sarah já citada aqui, Cosima, Helena, Alison, Khrystal e, por último, mas não menos importante, a vilã mais amada de todas, Rachel.
Além de Tatiana que, sem nenhuma dúvida, é o talento central desta história, outros atores mostraram sintonia com a história e, pode-se perceber a entrega total de cada um para fazer com que cada cena se tornasse, na verdade, uma perfeita obra de arte. Personagens como Félix, interpretado por Jordan Gavaris e Delphine, vivida por Évelyne Brochu são exemplos disso. Os dois personagens, apesar de não contracenarem muito juntos, mostram afinidades com as histórias em que se encaixam e conseguem conquistar o telespectador.
Outros casos de personagens que encantam é a Sra. S, vivida por Maria Doyle Kennedy e, também do policial Arthur, interpretado maravilhosamente por Kevin Hanchard. Até mesmo, a pequena Kira consegue arrancar aplausos quando está em cena, esta personagem, filha da protagonista Sarah é vivida pela atriz Skyler Wexler.

Em destaque, a boa atuação de Tatiana Maslany

Todo mundo que assiste a série está careca de saber que Tatiana Maslany está dando show. Afinal, interpretar mais de dez personagens em uma mesa história não é para qualquer um. Tem que ser bom no que faz e ela é. A atriz é tão boa que quando uma personagem assume a identidade da outra, o público não consegue reconhecer. Tatiana, definitivamente incorpora cada uma das personagens, consegue entonar sotaques, fazer gestos que define cada uma delas, fazendo parecer que cada uma é interpretado por uma atriz diferentes, mas não, é tudo ela mesmo. Fera.  Não é à toa que a série conseguiu tantos fãs. Fica completamente difícil escolher uma personagem de Tatiana, decidir qual a clone favorita. Mas lancei o desafio para alguns fãs da série.

O clone preferido

Primeiramente, eu, fã incondicional da série e quase morto pelo final da mesma. Difícil escolha, mas a Helena é minha favorita. Ela é atrevida, não tem medo de nada, enfrenta tudo e todos e isso encoraja mais as pessoas. Claro que Helena, foi criada para matar e, isso não é spoiler porque fica claro desde o começo, mas o fato de ela não ter medo, encoraja as pessoas a não se intimidarem diante dos obstáculos.
Para Michelly Vanzela, outra fanática por Orphan Black, a primeira pessoa que vem na mente quando lhe perguntam isso é a Alison: “mas em seguida já me sinto mal por não ter pensando na Helena, ou na Cosima e até na Rachel.
Michelly segue dizendo que os trejeitos de Helena e Alison é o que mais encanta: “O jeito de falar, as expressões a maneira de andar, elas são mais autênticas em tudo."
Já para Jurandir Dalcin, criador do blog e, também, fã da série, a dubiedade de Sarah a faz ser sua personagem favorita, além disso, a evolução e amadurecimento da personagem também o encantam.
Para a última temporada e sobre a série em si, os dois fãs são guiados pela mesma linha de raciocínio. Michelly revela que está com o coração na mão (como todos nós) e que está ansiosa para descobrir algumas respostas deixadas como gancho ao final da quarta temporada. Para finalizar, ela ainda complementa: “A série desperta a discussão entre o que somos e o que queremos e, é isso que espero que essa discussão sobre o que estamos fazendo no mundo se amplie”. Já Jurandir, diz que Orphan Black representa o fim do preconceito que ele tinha com séries de ficção científicas: “Foi amor desde o primeiro episódio”.

Na hora certa

Apesar de deixar os fãs bem tristes, a série cumpriu sua missão e, está chegando no fim na hora certa. Não é justo esticar mais a história. Tudo deverá ser explicado nesta quinta temporada e, acredito que não tem mais o que inventar, prolongar iria cansar o público e fazer com que os atores pudessem se desinteressar pela narrativa, perdendo assim, a graça e o tesão de fazer uma coisa boa.

Tudo tem seu tempo. Orphan Black estreou bem, contou uma história boa de se ver, misturou muitos gêneros, gerou discussões, cativou o público, mas como tudo o que é bom, acaba. E acaba na hora certa. O que se espera é que o final não decepcione. Vamos aguardar!

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